Hyundai HB20 Sense é boa opção entre carros populares; G1 andou

Hyundai HB20 Sense é boa opção entre carros populares; G1 andou

Versões básicas, principalmente de carros mais baratos, costumam passar longe dos eventos de lançamentos para a imprensa e dos showrooms das concessionárias, mesmo quando têm expectativa de serem as mais vendidas. No caso do Hyundai HB20, não foi diferente.

A fabricante coreana levou quase um ano para disponibilizar o HB20 mais simples para teste de imprensa. E olha que a versão Sense, que parte de R$ 49.590, representa mais da metade das unidades emplacadas em 2020, segundo levantamento da consultoria Jato Dynamics.

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Hyundai HB20 Sense — Foto: Celso Tavares/G1

Hyundai HB20 Sense — Foto: Celso Tavares/G1

No final de agosto, 11 meses após a renovação do hatch, o G1 passou uma semana com o HB20 Sense, que custa a partir de R$ 49.590.

Essa cifra coloca o HB20 como um dos carros mais baratos à venda no Brasil. Nessa faixa, ele acaba concorrendo principalmente com o Ford Ka S (R$ 49.890), mas Volkswagen Gol 1.0 (R$ 52.500) e Fiat Argo 1.0 (R$ 53.990) também surgem como rivais em potencial.

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Tabela de concorrentes do Hyundai HB20 — Foto: Celso Tavares/G1 e Divulgação

Tabela de concorrentes do Hyundai HB20 — Foto: Celso Tavares/G1 e Divulgação

A unidade avaliada ainda trazia o único pacote opcional, que compensa os R$ 1.000 de investimento extra já que oferece importantes itens de segurança, como controles de tração e estabilidade e airbags laterais.

Por esses R$ 50.590, nenhum outro carro novo no Brasil tem um pacote de equipamentos de segurança tão completo.

Além desses itens, o HB20 Sense ainda traz o essencial: vidros dianteiros e travas elétricos, ar-condicionado, direção elétrica, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo e rádio com conexão Bluetooth e comandos no volante.

Mas o Hyundai mais barato do Brasil peca por não oferecer em alguns itens como alarme antifurto, ajuste de altura do volante e alças internas de teto. Porém, o maior “atestado” de simplicidade está na chave – que parece ter sido herdada do HR – veículo comercial da marca.

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Chave do Hyundai HB20 Sense tem visual simplório — Foto: Celso Tavares/G1

Chave do Hyundai HB20 Sense tem visual simplório — Foto: Celso Tavares/G1

É simples, mas nem tanto

Por sorte, o acabamento interior não segue o mesmo caminho, e exibe peças com encaixes precisos e sem sinais de rebarbas, mantendo o padrão estabelecido pelo modelo anterior.

Falando nele, ainda que o HB20 tenha passado por uma profunda plástica no ano passado, a versão Sense traz o quadro de instrumentos semelhante ao da versão antiga, com mostradores convencionais no lugar da tela de cristal líquido com grafismos digitais dos modelos mais caros.

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Quadro de instrumentos do Hyundai HB20 Sense veio do modelo anterior — Foto: Celso Tavares/G1

Quadro de instrumentos do Hyundai HB20 Sense veio do modelo anterior — Foto: Celso Tavares/G1

Além do quadro de instrumentos, alavanca de câmbio e alavancas de seta e limpadores são os únicos componentes do modelo antigo. Fora isso, todo o desenho da cabine é novo e moderno.

O plástico duro é item de série, como em qualquer carro popular (ou nem tão popular), mas a parte central possui um aplique prateado que demonstra alguma sofisticação.

Até mesmo o rádio, que fica no lugar da central multimídia das versões mais caras, parece integrado ao painel, e não deixa a impressão de algo que foi adaptado.

De volta à comparação com o HB20 antigo, o conjunto mecânico segue inalterado, com a dupla composta pelo motor 1.0 de 3 cilindros e o câmbio manual de 5 marchas.

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Motor 1.0 do Hyundai HB20 Sense rende 80 cv — Foto: Celso Tavares/G1

Motor 1.0 do Hyundai HB20 Sense rende 80 cv — Foto: Celso Tavares/G1

A caixa, com relações curtas, mostra bom entrosamento com o motor, que entrega dignos 80 cavalos e 10,2 kgfm de torque e empurra o compacto de menos de 1 tonelada de 0 a 100 km/h em 14,5 segundos.

Esses números ficam na média do segmento. Sua potência é maior que a do Fiat Argo (77 cv), mas menor do que a do Volkswagen Gol (84 cv) e do Ford Ka (85 cv). Só que o Hyundai é o mais leve do grupo.

Junto com o Fiat, ele também tem o maior porta-malas da turma, com 300 litros. O espaço interno também não desaponta. Seus 2,53 metros de entre-eixos o colocam ligeiramente acima do Argo (2,52 m) e preciosos centímetros acima de Ka (2,49 m) e Gol (2,47 m).

Bom de andar

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Hyundai HB20 Sense — Foto: Celso Tavares/G1

Hyundai HB20 Sense — Foto: Celso Tavares/G1

Até por isso, mostra certa disposição para o trânsito cotidiano das grandes cidades, ainda que seja necessário “esticar” um pouco cada marcha e suportar o aumento do nível de ruído interno.

Só que a leveza do HB20 não se traduz em menor consumo de combustível. Novamente comparando com Ka, Argo e Gol, ele é o que tem pior consumo urbano, tanto com gasolina, como com etanol (empatado com o Gol).

Na estrada, os números são ligeiramente melhores – e ele fica num patamar próximo ao de Argo e Gol, bem abaixo do Ka. Confira na tabela abaixo:

Consumo de combustível dos hatches compactos

em km/l Etanol (cidade/estrada) Gasolina (cidade/estrada)
HB20 9,1/10,1 12,8/14,6
Argo 9,3/10 13,2/14,2
Gol 9,1/10,1 13,3/14,4
Ka 9,3/10,8 13,3/15,6

Ao menos a direção hidráulica, calcanhar de Aquiles do antigo HB20, é coisa do passado – apenas o Gol ainda usa assistência desse tipo.

No caso do Hyundai, a nova direção elétrica coloca o hatch como dono de uma das melhores dirigibilidades nesta faixa de preço, entregando maciez nas manobras e rigidez na dose certa em velocidades mais altas.

Já o desenho…

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Antes e depois do Hyundai HB20 — Foto: Flavio Moraes e Celso Tavares/G1

Antes e depois do Hyundai HB20 — Foto: Flavio Moraes e Celso Tavares/G1

O design é o último aspecto a ser tratado nesse texto. Porque é o mais subjetivo deles. Com a reestilização profunda de 2019, o HB20 saiu do grupo de carros com visual bem acertado e entrou para o de polêmicos.

Na apresentação do modelo, a empresa até trouxe o britânico responsável pelo estilo na Hyundai para falar sobre o assunto. Mas não convenceu.

A marca pesou a mão na hora de desenhar as novas dianteira e traseira – talvez para passar a impressão de que o HB20 estava ganhando uma nova geração.

Para dar a sensação de maior largura, a grade foi esticada para as extremidades, enquanto o capô foi inclinado para baixo e os faróis ficaram mais pontiagudos.

Já na traseira, as lanternas em formato de bumerangue parecem maiores do que deveriam.

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Hyundai HB20 Sense — Foto: Celso Tavares/G1

Hyundai HB20 Sense — Foto: Celso Tavares/G1

Talvez percebendo que o estilo não foi tão bem aceito, a empresa resolveu promover mudanças pontuais já na linha 2021. A grade, por exemplo, trocou o cromado no contorno pelo acabamento em preto brilhante, que ajuda a suavizar o visual.

O desenho do HB20 pode ser controverso. Porém, o compacto aparece como uma ótima opção de entrada, por oferecer uma boa dirigibilidade, nível de equipamentos acima da média e acabamento melhor do que se pode esperar em um carro dessa faixa de preços.

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Hyundai HB20 Sense — Foto: Celso Tavares/G1

Hyundai HB20 Sense — Foto: Celso Tavares/G1

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fonte: http://g1.globo.com